terça-feira, 31 de maio de 2022

 Crítica Estruturada dos Stopmotions do Grupo (Desenvolvida em Sala de Aula)


1. Sobre o Stopmotion do Cauã:

O stopmotion é curto e intrigante, pois brinca com vários efeitos e transições ao passar duas linhas para retângulos para o cata-vento, que é encoberto por formas abstratas até que se torna fitas, como se houvesse uma intervenção externa que desfizesse o cata-vento em "tiras". Mesmo sem som, a animação fica bastante interessante, com a utilização de desenhos, formas geométricas e as fotos do trabalho de luz e sombra.

2. Sobre o Stopmotion da Gabriela:

O stopmotion feito pela Gabriela usou de formas geométricas para estabelecer relações entre as 3 primeiras imagens, o quadrilátero se tornou um triângulo, o triângulo dissolveu em um losango e dele 'saiu' uma esfera. Conta uma história muito abstrata, parece que acompanhamos uma jornada mas não sabemos do que, seguimos as formas geométricas passarem por diferentes fundos.

3. Sobre o Stopmotion do Hugo:

No stopmotion do Hugo foi feito em geral um bom uso dos recursos. O tempo entre as imagens é maior, o que gera menos fluidez do movimento visado no stopmotion. Percebemos também um bom uso do áudio, o qual, apesar de não estar sincronizado igualmente dentro de uma mesma cena, auxilia no entendimento da representação que a imagem faz. Por fim, observamos que a animação está de acordo com a sequência proposta no storyboard.

4. Sobre o Stopmotion da Ana Carolina

Nesse stopmotion, é visto a interessante utilização do contraste entre os tons cinza e cores pastéis, em especial o rosa. Nos primeiros segundos , vê-se a repetição de um mesmo movimento por um tempo relativamente longo comparado á duração da animação, o que diminui a dinâmica do projeto. Entretanto, a partir do segundo 23, a narrativa fica mais interessante, já que há a utilização de mais imagens e transições fluidas entre elas. Ademais vale ressaltar o uso dos efeitos sonoros, que no primeiro momento são reincidentes, mas depois se tornam mais condizentes com as cenas, apesar de se destacarem apenas no final da obra.

5. Sobre o Stopmotion da Jade:

No stopmotion da Jade, percebemos que ela utilizou bastante o recurso de multiplicar um elemento principal e trabalhar com o movimento deles. A partir disso, na primeira parte, ela conseguiu explorar as cores, enquanto na segunda parte, ela explorou mais a perspectiva. Ademais, achamos interessante que o segundo objeto, diferentemente do primeiro, surge aos poucos do lado direito da tela, nos fazendo questionar o que iria acontecer a partir dali. Num geral, as transições também foram executadas de maneira satisfatória. Por outro lado, a falta de qualquer tipo de efeito sonoro ao longo do vídeo nos proporcionou uma sensação de vazio e um certo incômodo enquanto o assistíamos.

6. Sobre o Stopmotion do Matheus:

O Matheus aposta em formas geométricas bem marcantes em todo o seu roteiro. No decorrer da animação, notamos que ele cria formas que geram enquadramento logo no começo do vídeo, direcionando o nosso olhar para um ponto específico e nos mantendo focados ali até o final.

É notório que o Matheus também utilizou uma combinação estética simples no começo do vídeo e a tornou mais complexa no desenrolar deste.

A música se mantém constante, um som de piano, não acompanhando a mudança de quadros. Acredito ter sido intencional, pois são usados diversos mecanismos visuais que conseguem prender a atenção do espectador por si.

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