Entrevistas sobre o MHNJB - roteiro e percepções
Nesta atividade, fomos orientados a realizar entrevistas aos usuários e funcionários do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG e aos moradores do redor, para então compreender as necessidades, percepções e as relações das pessoas com o lugar.
Organizamos então um roteiro com uma pergunta chave e as informações que gostaríamos de captar das pessoas. Por outro lado, a entrevista foi realizada no modelo de conversa cotidiana, para compreender até mesmo o modo de se comunicar das pessoas e realmente entender como se comportavam e quais noções tinham sobre o museu. Por isso, abaixo está o roteiro usado, com as principais informações que gostaríamos de extrair, ainda que as perguntas não tenham sido utilizadas na maneira como se dispõem aqui.
Pergunta chave: Quais são as suas percepções a respeito do museu? (sensações, lembranças, emoções).
Roteiro para entrevista
- Nome
- Idade
- Profissão
- Onde mora
1. Quais sensações esse local te passa?
2. Quais as primeiras impressões que o local te passou?
3. Que relações afetivas você tem com o lugar?
4. Conte alguma vivência no Museu que te marcou?
5. O que você costuma fazer quando vem ao Museu?
6. Qual a importância do Museu para você?
7. O que você conhece sobre a história do Museu?
8. O que te deixa insatisfeito com o Museu?
9. O que você acha sobre a acessibilidade do local?
O que realmente buscamos saber foi: como os moradores e as pessoas de outros locais interagem com o museu, quais suas percepções e de que forma elas vêem o museu atualmente. Também é importante compreender, por meio da conversa, que sensações o local transmite às pessoas e qual a relação afetiva delas com o lugar, quais atividades são desenvolvidas e quais locais são visitados e porquê. Além disso, tentamos identificar as necessidades e vontades de quem convive com e no local.
RESULTADOS
Como resultados obtidos, pudemos perceber que as pessoas identificavam como empecilhos o horário e dias de funcionamento do museu (apenas durante a semana), seu fechamento por grades (antes era aberto, o que possibilitava o fácil acesso por todos, permitindo que crianças brincassem e diversas atividades fossem realizadas), a fachada pouco chamativa (é difícil identificar o museu, parece apenas uma mata) e a falta de divulgação (o local é pouco conhecido por pessoas de outras regiões da cidade).
Dentre as mudanças que ocorreram no museu, as pessoas contaram que houve maior dificuldade de entrada - antes não possuía portaria e nem era cercado, então havia maior interação com os moradores - e maior esquecimento pela falta de divulgação - falta uma entrada chamativa e restaurantes, anunciar em redes sociais e na televisão, sediar eventos etc. Ao mesmo tempo, a questão financeira foi muito abarcada pelos funcionários do lugar - o museu tem passado por dificuldades financeiras devido a cortes de verbas, o que dificulta a execução de reformas e outras ações de mudança no museu.